Fio B (TUSD Fio B)
O que é o Fio B
Fio B é a cobrança sobre o uso do fio de distribuição para quem injeta energia na rede via geração distribuída. Foi criado pela Lei 14.300/2022 e começou a valer em janeiro de 2023.
A lógica: quando você injeta energia solar, ela trafega pelo fio da distribuidora até outro consumidor. O Fio B é a forma de cobrar por esse uso. Incide sobre a parcela TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição) da tarifa — que representa cerca de 40% do valor total.
Cronograma progressivo
O Fio B cresce gradualmente:
- 2023: 15%
- 2024: 30%
- 2025: 45%
- 2026: 60% (vigente)
- 2027: 75%
- 2028-2029+: 90% (teto)
Impacto real
O Fio B não incide sobre autoconsumo instantâneo (a energia que você consome na hora que gera). Só incide sobre a energia que vai pra rede. Se 30% da sua geração é autoconsumo, o Fio B pega os outros 70%.
Em 2026, com Fio B a 60%, o impacto na economia mensal de um sistema típico é de 8-15%. Num sistema de 5 kWp em São Paulo com economia bruta de R$ 330/mês, o Fio B custa ~R$ 55/mês. Sobram R$ 275 líquidos. A conta aperta mas não inviabiliza.
Direito adquirido
Quem homologou o sistema antes de 7 de janeiro de 2023 tem isenção total do Fio B até 2045 — são 22 anos de net metering puro.
A explicação completa está no artigo sobre Lei 14.300 e Fio B.